A pílula anticoncepcional é um dos métodos contraceptivos mais utilizados no mundo pelas mulheres (quase100 milhões). A pílula surgiu na década de 50, sendo considerado um elemento propulsor da liberdade sexual feminina e deixando a cargo da mulher a prevenção da gravidez. Os anticoncepcionais evitam que ocorra a ovulação, ou seja, que os óvulos sejam liberados pelos ovários, o que ocorre 14 dias antes da menstruação.
Apesar de ter quase 60 anos, o contraceptivo hormonal ainda causa muitas dúvidas, e existem muitos mitos em relação ao medicamento, que são difundidos há anos. Por isso, muitas mulheres deixam de fazer uso desse método contraceptivo com receio de desencadear problemas a sua saúde.
Devido à grande quantidade de mulheres que fazem uso da pílula anticoncepcional oral, é bom que as dúvidas e mitos sejam esclarecidos, acabando de vez com todas as lendas criadas sobre esse assunto.
- Anticoncepcional faz a mulher engordar?
Não há estudos que comprovem que o uso de anticoncepcional engorda. O que acontece é que grande parte das pílulas anticoncepcionais vem com o hormônio estrógeno e, em algumas mulheres, isso pode causar aumento de apetite. Outro hormônio que compõe a pílula é a progesterona, que favorece a retenção de líquidos deixando o copo da mulher mais inchado, especialmente os seios e a barriga. Lembrando que esses sintomas não ocorrem em todas as mulheres, já que algumas não se queixam de aumento de peso por causa do uso do contraceptivo oral.
- A pílula causa celulite?
A retenção de líquido é uma dos fatores para o surgimento das celulites, e caso a mulher apresente retenção hídrica por conta da pílula, certamente vão surgir as inimigas celulites.
- Depois de muitos anos tomando pílula, é necessário interromper o seu uso por um período?
Não. Caso a mulher realize essa pausa, ela apresentará alta possibilidade de engravidar, se tiver relações sexuais em período fértil e sem proteção. Essa dúvida é bem comum, pois logo quando surgiram, os anticoncepcionais apresentavam uma dosagem de hormônio muito alta, ocasionando acúmulo no tecido adiposo da mulher. Hoje em dia, a carga hormonal é muito baixa, não sendo mais necessário descontinuar temporariamente o uso da pílula.
- Quem é fumante pode usar anticoncepcional?
É altamente recomendado que mulheres fumantes não utilizem anticoncepcional oral, pois há uma alta predisposição de desencadear uma trombose ou até mesmo derrame cerebral. A atenção deve ser dobrada em mulheres com mais de 35 anos e que fumam. O ideal é conversar com o médico ginecologista para que ele possa orientar a mulher na melhor opção contraceptiva.
- Anticoncepcionais podem causar manchas no corpo?
Sim, por causa do hormônio estrógeno, que estimula a fabricação de melanina (pigmento que dá cor à pele). Por isso, a mulher, quando se expõe ao sol e faz uso de pílula anticoncepcional, pode ficar com a pele manchada.
- Outros medicamentos podem afetar a eficácia do anticoncepcional?
Sim. Existem alguns tipos de antibióticos que podem anular o efeito da pílula, como, por exemplo, tetraciclina, ampicilina e rifampicina. Mulheres que fazem tratamento contra epilepsia devem ficar atentas, pois os remédios para esse tipo de problema também prejudicam a eficácia do anticoncepcional.
- Tomar pílula por muitos anos dificulta que a mulher engravide ao interromper o contraceptivo?
Não. A pílula não causa infertilidade e nem dificulta que a mulher engravide. Segundo pesquisas, após três meses, a mulher recupera a mesma fertilidade que ela tinha antes de fazer uso do contraceptivo oral.
- Anticoncepcional pode provocar câncer?
Não há evidências de que o uso de anticoncepcionais causa câncer. Várias pesquisas a cerca desse assunto foram feitas, porém nenhuma relação foi constatada. A pílula anticoncepcional reduz em 40 % a probabilidade de desenvolver câncer de ovário, além de diminuir o risco de câncer de endométrio.
- Pílulas contraceptivas de baixa dosagem hormonal são menos eficazes?
Não. A dose reduzida de hormônio não prejudica a eficácia da pílula. Esse tipo de anticoncepcional reduz alguns efeitos indesejáveis como retenção de líquido, náuseas, dor nos seios etc.
Como qualquer medicamento, a pílula anticoncepcional deve ser prescrita por um médico ginecologista, pois ele é o profissional adequado para indicar qual o melhor contraceptivo em cada caso. É importante lembrar que os anticoncepcionais são capazes de evitar uma gravidez indesejada, mas não doenças sexualmente transmissíveis.




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